segunda-feira, 19 de março de 2012

Lei infalível da selva


É momento de reconstrução
Estou a me desconhecer
Os paralelepípedos plantados no chão
Não voam, não voam não

Ignóbil citara de um poeta sobrevivente
A lei selvagem desta civilização
Que planta sem ver semente
E que veste sem traje o irmão

Sons de flauta dão o tom
Compunha uma sonata sem som
Falta dom

Apenas falta

As barrigas cheias não causam comoção
Nem ditam a lei internacional do comercio
Viva o povo preso e liberto
De si mesmo que não sabe não

Lei infalível da selva

Nesta terra de grandes construções de concreto
Fabrica-se uma nova espécie
Que menos vale que um inseto

Pensavas que fraternidade aqui era
Objeto maior que se orgulha e emprega
Nova espécie que no rosto a lagrima medra
São homens com o coração de pedra

3 comentários:

  1. E o que tem regido... é a lei da selva!!

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  2. muito bom sentir teus poemas, são muito suaves de se ler, parabéns pelo belo blog, já estou seguindo e voltarei mais vezes, eu escrevo alguns versos e te convido pra fazer uma visita http://joselito-expressoesdaalma.blogspot.com ficaria feliz com a sua visita ao meu humilde espaço e se ele lhe agradar segue lá me sentiria honrado com a sua presença, parabéns por este belo espaço, um forte abraço!!!

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  3. mfc com toda certeza está é a nossa eterna lei e como dito infalível

    Joselito gostei bastante do que escreves estou seguindo por lá também, valeu a visita!

    abraço!

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