sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.

 

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
           
 




Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
           
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
           
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
           
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
           
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
           
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
           
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
           
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
           
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
           
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
           
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
           
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
           
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
           
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
           
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
           
 Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
           
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
           
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
           
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
           
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
           
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
           
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
           
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
           
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
           

FIM
 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Olha para cima e vejo maduro
O desatento pergunta:
- é um fruto?
Não, mais um poema!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Recebi Um Presente E Compartilho Com Vocês

O Blogueiro recebeu um presente da poetisa e blogueira Lu Cavichioli que iniciou uma série intitulada Poemas e Voz e nesta primeira edição ela publica a gravação que fez recitando um poema que escrevi para este blog chamado Escrict e, claro, não poderia deixar de compartilhar com vocês, então aí vai o link para o blog da Lu Empório do Café Literário onde vocês poderão ouvir pelo player a voz da Lu e o poema, link:

Lúcidos

Ao lado daquele que vê
Ao lado daquele que anda sorri e grita
Muitos vêem um louco que se contenta com pouco
Eu vejo o mais lúcido dos homens que sonha e vive

Ao lado da forja da forca e do canhão
O louco passa tranqüilo sorri e ri
O lúcido grita chora e morre de medo
Há os que ficam e lutam o louco é o primeiro

Lúcidos de calças na mão para não borrar
Loucos calças nas mãos para borrar e vestir de novo

sábado, 21 de janeiro de 2012

Realidade

Palavras são vagões
que vão e voltam
trazendo na bagagem
uma carrada de emoções

o amor tem mudanças
que o meu próprio tempo
não leva em conta

mil florestas são agurios
são frestas são festas
são corpos mortos de fome
e de paixão

olhos vidrados eu olho a parede
agora esta cede
que não mato me mata

contemplo o tempo
eu e a parede um único ser
sendo uno me uno
parede homem homem parede

Dor é a minha certeza
Da realidade

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tudo anterior

Tudo é anterior ao ser
O aqui e o agora
A fauna e a flora

O começo e o fim
Baile de bailar pra mim

A rede decanta o canto
Do pássaro uirapura
No revoado da coruja

Vou descansar no canto

A rede me ata
O vento devassa
Igarapé: água seca a sede

Revolta de flores revolta de vento
Das dores e das cores do mundo
Eu te pinto e de desenho

Poema falageiro
Passageiro sinistro
Orgulho entulha palavras

Pálpebras abertas
Coroadas e aureolas
Fruto do gigante mundo

Floresta quem te protege?

No pulado zombeteiro do saci
No queimar do tabaco da caipora

Estamos salvos na floresta
A proteção do curupira

Nestas sobras de linhas que me resta
Eu termino este poema antes que apanhe
Uma porrada bem dada da Matinta

Somos apenas um cruzamento mal feito
Entre palavras
Entre símbolos
Entre signos
Entre o que se diz
E o que não se fala
A linguagem é transito e não se cala

Eu sou a metáfora de minha poesia

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Flor Sem Espinhos

A flor que vi na roseira
Não tinha espinhos
Ando só nestes caminhos
Não quero mais a rosa
Que não pode me espetar

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sonhos

O amor feito poesia
É apenas o querer romper o dia
É o encontrar das águas
Sobre esta forma: fantasias

Sobre o leito que dormes
Sobre o peito que morres
Sentimento que se apaga
Mente que sofre e cala

Fome de desejo é quem fala
Por todos estes dias a espera
Chama acessa, mente e libera
Peito respira e morre: se cala

Acenar de lenço na sacada
Vás embora e sem nada dizer
Ficas! Somente silencio teu sofrer

Dar de mãos e nada dizes
E nada digo e morre o tempo
E fecha a cortina, sonhos felizes.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Verde Esperança

Verde do mar de sal
Da salmoura
Do bóton
Do cotton
Da tua roupa

Da fruta que ainda não está madura
Do teu rosto de menina sem ruga

As folhas que ainda não caíram
 
Do vestido da mulher
A saia da menina

Eita! A esperança é verde?
Coitado do Etê de Varginha!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Escrit

O poema é um bastão
O poeta ferramenta
Da essência se alimenta
Esperando a lua cheia

Carregada de emoções
Água lava sobre a areia

Metástase; suspiro de dor
Do poeta apaixonado
Sobre a luz do luar que se chega
Correm prantos carregados

Versos nascem aplainados
Nestes mastros de incerteza

Seis da manhã e ela se vai
Deixa apenas a realeza
Mãe lua, irmão, amiga, companheira...
Acordada até essa hora traduzindo esta tristeza